terça-feira, 30 de agosto de 2016

É preciso AGIR.


Impostores

“Os que não sabem que caminham na escuridão, jamais verão a luz.” - Bruce Lee




Não sou o que vês
Nem o que tu esperas,
Impostora num papel
Que agora é meu,
Esta sou eu
Sou eu!

Imparcialidade


Nous trois ou rien






Um hino à vida.





E se fosse contigo?



E se fosse contigo e se fosse consigo
Sempre tão polido até tenho um amigo
Por isso não és racista, homofóbico, purista
Por isso não és xenófobo, porco, machista
Bateste na miúda porque bebeste um copo a mais
Não é isso que te muda e ninguém gosta demais
Agora é surda e muda à frente dos demais
Tem vergonha, não pede ajuda só pensa em funerais.
Por isso observa-me, diz-me aquilo que vês
Vá-la enerva-me. Não tenhas medo ou timidez
Cor da pele primeiro, a roupa que vesti
Diz-me se sou um rafeiro ou da raça pedigree
Para mim é suficiente para ser gozado na escola
Mandarem-me para a baliza se quiser jogar à bola
Serei pequeno o suficiente, parvo o suficiente
Ou será que o problema é ser demasiado inteligente
Se cada vez que alguém sofresse
Se cada vez que alguém morresse
E tu pudesses evitar, e se fosse contigo
Diz-me e se fosse contigo
Se cada vez que alguém chorasse
Se cada vez que alguém gritasse
E tu pudesses ajudar
E se fosse contigo
Diz-me e se fosse contigo
Preferência sexual não é escolha sexual
E mesmo que assim fosse yo o que tem isso de mal
Senão estou bem no meu corpo quero vê-lo corrigido
Devo ser encorajado, nunca coagido
Queres decidir por mim boy como é que te atreves
Não conheces a minha vida boy não podes não deves
E não leves a peito por favor leva à cabeça
Antes que ela aqueça, faço-te uma promessa
Um dia essa ignorância pode-te tocar
Ya um dia essa arrogância vai se quebrar
Podes vir a saber o que é viver numa sociedade
Que maltrata as suas crianças e 3ª idade
Um peso uma medida para todo e cada vida
Direito de respeito merecido à partida
A tua ofensa lança medo e insegurança
Indiferença mata a esperança de esperança
Se cada vez que alguém sofresse
Se cada vez que alguém morresse
E tu pudesses evitar, e se fosse contigo
E se fosse consigo
Se cada vez que alguém chorasse
Se cada vez que alguém gritasse
E tu pudesses ajudar e se fosse contigo
E se fosse consigo

Let It Go



"Let It Go"


The snow glows white on the mountain tonight
Not a footprint to be seen
A kingdom of isolation,
And it looks like I'm the queen.

The wind is howling like this swirling storm inside
Couldn't keep it in, heaven knows I tried!

Don't let them in, don't let them see
Be the good girl you always have to be
Conceal, don't feel, don't let them know
Well, now they know!

Let it go, let it go
Can't hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn away and slam the door!

I don't care
What they're going to say
Let the storm rage on,
The cold never bothered me anyway!

It's funny how some distance
Makes everything seem small
And the fears that once controlled me
Can't get to me at all!

It's time to see what I can do
To test the limits and break through
No right, no wrong, no rules for me I'm free!

Let it go, let it go
I am one with the wind and sky
Let it go, let it go
You'll never see me cry!

Here I stand
And here I'll stay
Let the storm rage on!

My power flurries through the air into the ground
My soul is spiraling in frozen fractals all around
And one thought crystallizes like an icy blast
I'm never going back,
The past is in the past!

Let it go, let it go
And I'll rise like the break of dawn
Let it go, let it go
That perfect girl is gone!

Here I stand
In the light of day
Let the storm rage on,
The cold never bothered me anyway!


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A geração que encontrou o sucesso no pedido de demissão

"O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.

Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem?

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, no lata de lixo."

Ruth Manus
http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/a-geracao-que-encontrou-o-sucesso-no-pedido-de-demissao/

Fight Club

Life is Life

Liberdade

"A liberdade só existe quando todos os nossos actos concordam com todo o nosso pensamento."

Agostinho da Silva
Parábola da Mulher de Loth

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Agradecer

Meo Sudoeste XX

Crítica à Organização:

Comprei o bilhete apenas para o dia 6 de Agosto, para ver a Sia, e fui de comboio do Porto até à estação de Santa Clara de Saboia. Quando lá cheguei, eu e mais uns quantos crentes ficamos surpreendidos por não termos transporte garantido para o festival. A organização devia lembrar-se da malta que vem do Norte, que trabalha, e que vem para o Sul, de transportes, garantindo transferes. Senti-me mal. Tanto esforço para passar a folga no festival e as coisas já começavam a correr mal. Dividimo-nos por grupos e fomos 40km de táxi até ao Meo Sudoeste.
O campismo perto do recinto só era permitido para portadores de passe 9 dias. Mais uma vez, que até tinha ido prevenida de tenda, fiquei estupefacta com esta falta de sensibilidade para com as pessoas que se prestam a participar nestes eventos e não lhes são proporcionadas condições.
Numa certa altura fui a uma casa de banho e fiquei presa, porque tranquei a porta e os trincos estavam avariados, quando eu estava a tentar abrir a porta, o trinco rodava mas não acontecia nada. Quando percebi que estava presa fiquei assustada. Entretanto a minha namorada, que também tinha ido à casa de banho, apercebeu-se que eu estava presa. Quando a ouvi, pedi para ela pedir ajuda. Estou a passar uma fase complicada com problemas de ansiedade e tinha a hipótese de desatar a partir a porta ou de me tentar acalmar. Acalmei, respirei, e tentei perceber qual era o mecanismo da fechadura. Do outro lado, umas miúdas também tentavam abrir a porta do outro lado e uma delas lá a conseguiu abrir. Tentei perceber como o fez e questionar um pouco este assunto mas ela não quis aprofundar muito a questão.
Entretanto a minha namorada chegou e contou-me que falou com um segurança que a dirigiu para outro segurança e que esse segurança já estava prestes a encaminhá-la para outro segurança. Passo a citar: " e era importante para mim, porque se não fosse, estava-me a cagar. Estava ali com uma vontade de partir a boca ao segurança porque eu sei que tu a qualquer momento podias estar a ter um ataque de pânico e aflita na casa de banho e ele sem a mínima preocupação simplesmente disse que não ia abandonar o posto de trabalho dele.. e sabes como é que ele chamou o colega? Assobiou 3 vezes com os dedos indicadores nas pontas interiores dos lábios. Sabes o que é que ele disse ao colega? Tens que levar o móvel à casa de banho das mulheres que é mais uma para arrombar."
Passou uma figura pelo nosso grupo de amigos a dizer que tinha gamado mais de 14 carregadores lá dentro na zona de carregar, onde os carregadores estão a ser vigiados pelos donos.
Uns brasileiros que conhecemos foram roubados em 150€ no parque de campismo, rasgaram-lhes a tenda.
Deviam ter mais consideração pelas pessoas.
Respeito.
Afinal os Seguranças têm um treino em segurança para quê? Ou melhor, estavam no recinto para quê? Preservar o bem estar das pessoas ou do espaço? Se eu tivesse tido um ataque de pânico na casa de banho se calhar não tinha corrido bem. E depois. A culpa era de quem? Onde se perdeu a sensibilidade?
E a cena dos transferes e obrigarem-nos a todos os que vieram de comboio a pagar táxi também não foi bonita. Calcem os nossos sapatos senhores que organizaram este festival e que dirige a equipa de segurança.
Espero que para o ano estejam ainda melhor preparados, se querem deixar de ser o festival dos mal amados.
Sejam felizes.

Que valha o esforço.