A Comunicação Social quer, a todo o vapor, influenciar o povo nas próximas eleições legislativas e utiliza os últimos cartuchos para manter um governo de Direita no poder, que tende a favorecer os ricos e a excluir os pobres. As elites do poder, fazem de tudo para minar a imagem do líder do maior partido de Esquerda em Portugal, tornando Pedro Nuno Santos num underdog. Mas, se olharmos com atenção, Portugal é um underdog.
Na cauda da Europa, vai sobrevivendo sem poder de decisão, graças a ecos de uma ditadura recente que levou à emigração forçada. Um underdog que se libertou das amarras fascistas, que queriam o povo em subversão, e que lentamente recupera das suas feridas.
E, tal como Portugal, a história está cheia de underdogs. Dos exércitos pequenos que derrotaram impérios aos inventores ignorados que mudaram o mundo. Dos atletas desacreditados que ergueram troféus aos sonhadores que construíram grandes empresas do nada.
Os underdogs ganham, porque partem em desvantagem. Porque sabem que cada passo é uma batalha e cada derrota, uma lição. Não contam com favores nem com facilidades, heranças ou pareceres. Contam com a sua persistência, criatividade e resiliência. Quando lhes dizem que não podem, eles respondem com trabalho. Quando os empurram para baixo, eles ganham força e sobem mais alto. Outra diferença é que um underdog tem garra, porque a vida nunca lhe foi facilitada, e tem muito menos a perder do que quem está no topo.
O mundo tende a menosprezar os que começam de baixo, que não têm nome ou um título. Mas foi sempre dos underdogs que surgiram as maiores revoluções, as ideias que desafiaram o status quo, que derrubaram sistemas opressores, e as histórias que inspiraram gerações.
Subestimar um underdog é o primeiro erro. Ignorar a sua capacidade de luta é o segundo.
No final, são eles que ficam de pé, enquanto os que estavam no topo permanecerão eternamente, e sem sucesso, a tentar entender como perderam.