"A existência precede a essência"
O ser humano persegue a perfeição como quem tenta fugir da própria condição.
Há, nesse movimento, uma angústia inevitável, a consciência de que jamais seremos completos e de que toda plenitude nos é apenas sugerida.
Intuímos uma beleza ideal, sempre subjetiva, sempre deslocada, e a tomamos como horizonte, não como destino.
A inatingibilidade dói porque expõe os nossos limites... mas também nos salva da estagnação. É justamente o que não se alcança que mantém o desejo vivo, o pensamento em movimento e a criação pulsando.
A beleza da inatingibilidade está nesse espaço entre o que somos e o que imaginamos poder ser.
Não tocamos o absoluto, mas é na tentativa - consciente do seu fracasso - que afirmamos a nossa condição humana.
A imperfeição é possibilidade.